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Número de cidades que fazem uso de lixões cresce 3%

O número de municípios brasileiros que fazem uso de lixões saltou de 1559 para 1610, um aumento de 3% entre 2016 e 2017. Na mesma proporção, o volume de resíduos sólidos levado para esses locais também cresceu, com uma produção anual de quase 13 milhões de toneladas, o suficiente para encher 160 estádios do Maracanã.

Os dados preocupam, já que é o segundo ano consecutivo de crescimento no número de cidades fazendo o uso de lixões. O Nordeste lidera com 861 municípios, 53% do total. Em seguida está a região Norte, com 252.

Os dados estão no Panorama dos Resíduos Sólidos 2017, divulgado nesta sexta-feira pela Abrelpe, a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais. O presidente da associação, Carlos Silva Filho, lamenta que a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que completou 8 anos e previa o fim dos lixões, esteja se tornando uma lei que não pegou.

"Nós não estamos falando de um simples ponto de uma lei que não pegou. Nós estamos falando de vida de pessoas. São 79 milhões de brasileiros que, diariamente, estão expostos aos mais diversos riscos causados pela contaminação trazida por esses lixões. Bebendo água contaminada, respirando ar poluído, comendo verduras e legumes de solos contaminados".

Embora tenha aumentado a adesão, o número de lixões permanece em cerca de três mil, espalhados por todos os Estados da Federação.

O Panorama da Abrelpe, considerado o principal levantamento sobre resíduos sólidos do País, mostra também que o brasileiro voltou a produzir mais lixo. A geração total em 2017 foi de 78 milhões de toneladas, alta de 1% em relação a 2016. Cada cidadão gerou cerca de 380 quilos por ano, o que daria para encher um campo e meio de futebol.

"Saindo já um pouco da crise econômica, o brasileiro voltou a descartar mais resíduos. De forma que não houve nenhuma conscientização sobre a necessidade de se reduzir o volume gerado. A gente esperava que pudesse trazer uma situação similar a do consumo de água após a crise hídrica no Estado de São Paulo, que manteve esse consumo naqueles índices reduzidos", avalia o presidente da Abrelpe.

O Panorama dos Resíduos Sólidos aponta ainda que 30% das cidades brasileiras não contam com nenhuma iniciativa relacionada à coleta seletiva, e que os empregos diretos gerados pelo setor de limpeza urbana permanecem estagnados, com 337 mil empregados no País.

 

Por Talis Mauricio

Fonte:https://glo.bo/2xcZQg2

Crédito foto matéria: CBN


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